Fernando Amaral
31-07-2008, 11:46 AM
Pro Evolution Soccer é o nome que vende mais videojogos em Portugal, portanto foi com grande espectativa que recebemos a estreia do PES na PlayStation 3. Algumas semanas antes do lançamento do PES 2008, a EA Sports apresentou o excelente Fifa 08 e deixou no ar um grande desafio. Será o PES 2008 capaz de se manter isolado acima da concorrência?
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O video de introdução do jogo promete um Pro Evo da nova geração, infelizmente essa ideia não dura muito tempo. Os menus são apenas razoáveis, e desde logo percebemos que os modos de jogo não trazem novidades. É mais do mesmo, apenas com um embrulho novo. Apesar de não estar seleccionado por defeito, podemos optar por colocar os menus em português. É a primeira vez que temos essa opção, que infelizmente não se estende aos comentários. A tradução é bem-vinda, mas tem alguns erros.
Este é o PES mais português de sempre, a começar pela escolha de Cristiano Ronaldo para figurar na capa do jogo em todo o mundo. Os 3 grandes voltam a estar presentes, e desta vez cada um tem o seu estádio muito bem reproduzido no jogo. Estádio de Alvalade, LuzII e Dragon, assim mesmo... Mas ainda não foi desta que se realizou o sonho antigo de ver toda a liga portuguesa no PES.
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As licenças sempre foram o ponto fraco do PES, ignorado em nome da superior jogabilidade. No PES 2008 continuamos a ter poucas ligas licenciadas, uma desilusão que se repete ano após ano. Onde a Konami investiu foi na publicidade que está presente um pouco por todo o lado. Adiciona um grau de realismo extra ver nos estádios portugueses a mesma publicidade que estamos habituados a ver ao vivo. No entanto é um pormenor desenvolvido a pensar mais nos lucros da editora do que na experiência do jogador.
Entramos em campo e o excelente trabalho realizado na construção dos estádios virtuais contrasta com o aspecto horrivel do público que parece saido da PS One, sem querer ofender essa consola. Pormenores, dirão alguns, mas também é de pormenores que se fazem os grandes jogos. A bola começa a rolar ao estilo inconfundivel do Pro Evolution, e parece que o jogo está mais arcade e frenético do que alguma vez esteve. Talvez porque já estamos influenciados pelo estilo mais pausado e realista do Fifa 08.
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A frame-rate do jogo também não ajuda nada à experiência, com soluços inexplicáveis principalmente durante as repetições. As repetições do PES sempre foram momentos de rara beleza, em 2008 são uma tortura visual. Começamos rapidamente a perceber que o PES não se conseguiu adaptar às exigências da nova geração. A jogabilidade viciante da série continua presente, mas as novidades são muito poucas. Podemos a partir de agora simular faltas, mas esta opção polémica resulta quase sempre numa falta assinalada contra o jogador que mergulha e num cartão amarelo.
Teamvision é o nome da nova IA que supostamente se adapta à nossa maneira de jogar. A inteligência do computador é de facto elevada, e nada fácil de bater nos níveis de dificuldade superiores. Mas não sabemos até que ponto é capaz de realmente responder ao nosso estilo de jogo. Pelo menos nunca nos sentimos forçados a mudar de sistema.
A verdade é que o PES está com uma jogabilidade nitidamente arcade, onde os jogos nunca abrandam e os jogadores correm como gazelas. Alguns gostarão deste ritmo de jogo, outros ficarão rendidos ao novo estilo do Fifa. O melhor é experimentar as duas demos disponíveis na PS Store antes de comprar qualquer um dos dois. A Master League é a competição tipica do PES onde podemos pegar numa equipa de desconhecidos e tentar chegar ao topo. Um desafio que de fácil não tem nada. E de novo também não.
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A legião de seguidores do PES deve-se em grande parte à componente multi-player. Nenhum outro jogo consegue reunir os amigos à volta da PlayStation durante horas a fio como o PES. Este ano foi introduzido o Community Play, que permite manter registos de todos os jogos do nosso grupo de amigos. No entanto a Konami ofereceu este brinde apenas aos jogadores da PlayStation 2, um sinal claro de que o PES continua agarrado à geração passada. Apesar dessa lacuna, o nosso PES 2008 continua a ser um vicio em multi-player para 2 a 7 jogadores.
Hoje em dia um forte modo online já não é um luxo, é quase uma obrigação. E também aqui o PES 2008 perde terreno. Jogar online na PlayStation 3 é quase impossível por causa do lag elevadissimo. A Konami já reconheceu o problema e prometeu um update para o resolver. Resta-nos esperar que cumpram a promessa rapidamente.
Os efeitos sonoros são os habituais, o público está presente mas não há novos cânticos a assinalar. Os comentadores mudaram mas nem se dá por eles. Não há uma atmosfera sonora marcante em PES 2008. Com a capacidade que um disco Blu-ray oferece, há muito mais a fazer neste campo. Os gráficos nunca foram a bandeira do Pro Evolution, mas mesmo assim esperavamos mais. As caras dos jogadores mais famosos estão mesmo muito bem feitas, mas tudo o resto está um furo abaixo da concorrência.
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Teoricamente é possível criar um jogador com a nossa cara, através da webcam. Não sei se vocês conseguem fazer melhor, mas nós só conseguimos criar monstros dignos de um autêntico freak show! Não recomendado aos mais sensíveis.
Pro Evolution Soccer 2008A Konami parece acreditar na velha máxima do futebol: em equipa que ganha, não se mexe. Mas com tantos anos a ganhar sem mexer muito no jogo, e com o Fifa a reforçar-se cada vez mais, o resultado teria que ser este. A fasquia subiu e o PES não chegou lá acima.
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Apesar do sucesso de vendas estar garantido, e dos fans da série não o trocarem por nada, PES 2008 é apenas o segundo melhor jogo de futebol na PlayStation 3.
Fernando Amaral
Pro Evolution Soccer 2008
Gráficos: 76
Som: 80
Jogabilidade: 88
Longevidade: 90
Classificação: 83
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O video de introdução do jogo promete um Pro Evo da nova geração, infelizmente essa ideia não dura muito tempo. Os menus são apenas razoáveis, e desde logo percebemos que os modos de jogo não trazem novidades. É mais do mesmo, apenas com um embrulho novo. Apesar de não estar seleccionado por defeito, podemos optar por colocar os menus em português. É a primeira vez que temos essa opção, que infelizmente não se estende aos comentários. A tradução é bem-vinda, mas tem alguns erros.
Este é o PES mais português de sempre, a começar pela escolha de Cristiano Ronaldo para figurar na capa do jogo em todo o mundo. Os 3 grandes voltam a estar presentes, e desta vez cada um tem o seu estádio muito bem reproduzido no jogo. Estádio de Alvalade, LuzII e Dragon, assim mesmo... Mas ainda não foi desta que se realizou o sonho antigo de ver toda a liga portuguesa no PES.
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As licenças sempre foram o ponto fraco do PES, ignorado em nome da superior jogabilidade. No PES 2008 continuamos a ter poucas ligas licenciadas, uma desilusão que se repete ano após ano. Onde a Konami investiu foi na publicidade que está presente um pouco por todo o lado. Adiciona um grau de realismo extra ver nos estádios portugueses a mesma publicidade que estamos habituados a ver ao vivo. No entanto é um pormenor desenvolvido a pensar mais nos lucros da editora do que na experiência do jogador.
Entramos em campo e o excelente trabalho realizado na construção dos estádios virtuais contrasta com o aspecto horrivel do público que parece saido da PS One, sem querer ofender essa consola. Pormenores, dirão alguns, mas também é de pormenores que se fazem os grandes jogos. A bola começa a rolar ao estilo inconfundivel do Pro Evolution, e parece que o jogo está mais arcade e frenético do que alguma vez esteve. Talvez porque já estamos influenciados pelo estilo mais pausado e realista do Fifa 08.
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A frame-rate do jogo também não ajuda nada à experiência, com soluços inexplicáveis principalmente durante as repetições. As repetições do PES sempre foram momentos de rara beleza, em 2008 são uma tortura visual. Começamos rapidamente a perceber que o PES não se conseguiu adaptar às exigências da nova geração. A jogabilidade viciante da série continua presente, mas as novidades são muito poucas. Podemos a partir de agora simular faltas, mas esta opção polémica resulta quase sempre numa falta assinalada contra o jogador que mergulha e num cartão amarelo.
Teamvision é o nome da nova IA que supostamente se adapta à nossa maneira de jogar. A inteligência do computador é de facto elevada, e nada fácil de bater nos níveis de dificuldade superiores. Mas não sabemos até que ponto é capaz de realmente responder ao nosso estilo de jogo. Pelo menos nunca nos sentimos forçados a mudar de sistema.
A verdade é que o PES está com uma jogabilidade nitidamente arcade, onde os jogos nunca abrandam e os jogadores correm como gazelas. Alguns gostarão deste ritmo de jogo, outros ficarão rendidos ao novo estilo do Fifa. O melhor é experimentar as duas demos disponíveis na PS Store antes de comprar qualquer um dos dois. A Master League é a competição tipica do PES onde podemos pegar numa equipa de desconhecidos e tentar chegar ao topo. Um desafio que de fácil não tem nada. E de novo também não.
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A legião de seguidores do PES deve-se em grande parte à componente multi-player. Nenhum outro jogo consegue reunir os amigos à volta da PlayStation durante horas a fio como o PES. Este ano foi introduzido o Community Play, que permite manter registos de todos os jogos do nosso grupo de amigos. No entanto a Konami ofereceu este brinde apenas aos jogadores da PlayStation 2, um sinal claro de que o PES continua agarrado à geração passada. Apesar dessa lacuna, o nosso PES 2008 continua a ser um vicio em multi-player para 2 a 7 jogadores.
Hoje em dia um forte modo online já não é um luxo, é quase uma obrigação. E também aqui o PES 2008 perde terreno. Jogar online na PlayStation 3 é quase impossível por causa do lag elevadissimo. A Konami já reconheceu o problema e prometeu um update para o resolver. Resta-nos esperar que cumpram a promessa rapidamente.
Os efeitos sonoros são os habituais, o público está presente mas não há novos cânticos a assinalar. Os comentadores mudaram mas nem se dá por eles. Não há uma atmosfera sonora marcante em PES 2008. Com a capacidade que um disco Blu-ray oferece, há muito mais a fazer neste campo. Os gráficos nunca foram a bandeira do Pro Evolution, mas mesmo assim esperavamos mais. As caras dos jogadores mais famosos estão mesmo muito bem feitas, mas tudo o resto está um furo abaixo da concorrência.
http://www.gam3r.net/images/stories/reviews/pes2008/pes2008_6.jpg
Teoricamente é possível criar um jogador com a nossa cara, através da webcam. Não sei se vocês conseguem fazer melhor, mas nós só conseguimos criar monstros dignos de um autêntico freak show! Não recomendado aos mais sensíveis.
Pro Evolution Soccer 2008A Konami parece acreditar na velha máxima do futebol: em equipa que ganha, não se mexe. Mas com tantos anos a ganhar sem mexer muito no jogo, e com o Fifa a reforçar-se cada vez mais, o resultado teria que ser este. A fasquia subiu e o PES não chegou lá acima.
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Apesar do sucesso de vendas estar garantido, e dos fans da série não o trocarem por nada, PES 2008 é apenas o segundo melhor jogo de futebol na PlayStation 3.
Fernando Amaral
Pro Evolution Soccer 2008
Gráficos: 76
Som: 80
Jogabilidade: 88
Longevidade: 90
Classificação: 83