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Call of Duty 4: Modern Warfare |
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23-Nov-2007 |
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Página 1 de 3 Ao quarto episódio, Call of Duty abandonou o tema já muito explorado da 2ª guerra mundial e entrou na era moderna. O tema não podia deixar de ser o terrorismo internacional, com uma história repartida entre o médio oriente e a Russia.
Há muitos anos, joguei um jogo no saudoso Amiga que afirmava categoricamente "war has never been so much fun". Neste momento o Call of Duty 4: Modern Warfare pode gabar-se do mesmo.
Ao longo do jogo controlamos soldados dos Marines americanos e das SAS britânicas. Quem já jogou Call of Duty não vai ter nenhuma dificuldade em entrar no jogo, para os outros há uma pequena missão de treino que ensina os comandos básicos.
A primeira missão a sério desenrola-se em alto mar e é relativamente fácil, mas termina num corrida dramática contra o tempo que dá o mote para o que nos espera. Segue-se o fabuloso genérico onde ficamos a conhecer Al-Asad, o líder dos terroristas, através dos olhos do presidente assassinado. É a primeira de várias mortes que vamos testemunhar com grande detalhe.
A partir daqui não há mais dúvidas, estamos em guerra e temos que lutar pela nossa vida a cada instante. Os soldados que nos acompanham têm vida própria e conseguem ser incrivelmente reais. Não precisamos de lhes dar ordens, eles sabem melhor que nós o que devem fazer. É impossível não criar uma ligação emocional com alguns deles.
A inteligência artificial, tanto dos nossos companheiros como dos inimigos, é extremamente credível. Quase que podemos seguir o desenrolar dos acontecimentos, sem intervir na acção, limitando-nos a não morrer. Um dos desafios do jogo é mesmo conseguir distinguir os bons dos maus. Por vezes torna-se complicado, mas não consideramos isso um problema do jogo. É que num cenário de guerra como aqueles que o jogo retrata, nem sempre será fácil perceber em fracções de segundo quem está a disparar a nosso favor e quem dispara contra nós. "O fogo amigo não existe", é uma das lições de Call of Duty.
Em Call of Duty 4 não existe nenhuma barra indicadora da nossa vida. Quando somos atingidos o ecrã começa a ficar vermelho até um ponto critico em que percebemos que estamos quase a morrer. Se evitarmos ser atingidos durante algum tempo, recuperamos e ficamos como novos. Assim podemos estar sempre de olhos postos na acção. Mas não julguem que qualquer esconderijo serve para fugir do fogo inimigo. De um modo muito realista, as superfícies mais frágeis podem ser destruídas ou atravessadas pelas balas.
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